EMPATIA E RESPEITO
Porém, antes de
mergulharmos na origem da palavra “empatia”, faremos um paralelo,
ou seja, uma breve reflexão para decifrarmos termos vizinhos a este, a fim de
enriquecer nossa compreensão sobre este tema.
Em contrapartida, do
termo “pathos”, podemos pensar sobre o conceito de “simpatia”,
onde o prefixo “sim” denota a positiva atitude de estar “ao
lado de” alguém, estar junto. E, por fim, “empatia”; ter
empatia é mais do que estar simpático, é se colocar no lugar do outro;
no grego, “em” significa estar “dentro de” + “patia” (pathos),
ou seja, novamente, tendo como exemplo o setting terapêutico, é a capacidade do
psicoterapeuta (analista) colocar-se no lugar do paciente, portanto, entrar
dentro dele e, junto dele, sentir seu sofrimento.
Porém, acredito que para
que isso seja possível, é necessário que tenhamos a capacidade de
reconhecimento em questão: o respeito.
O desenvolvimento dessa
capacidade de "re-speitar" só será possível dentro de um ambiente
tolerante e acolhedor, características de uma capacidade de empatia e revêrie,
termo cunhado pelo psicanalista W. R. Bion (1897-1979). Ao contrario, todo
ambiente que apresente algum tipo de sinal de ameaça e desrespeito provocará,
automaticamente, comportamentos defensivos, criando escudos, atuações e
máscaras que impedirão um novo olhar, fechando as "portas" da
"verdade".
Entretanto, quanto mais o
ambiente mostrar-se acolhedor, mais nos sentiremos seguros e encorajados, aumentando
a capacidade de voltarmos um novo olhar para o interior de nós mesmos,
aproximando-nos assim, cada vez mais, para perto da "verdade".
por Paulo Henrique de Oliveira
por Paulo Henrique de Oliveira
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